para gabinetes de contabilidade

O trabalho é fácil de fazer e difícil de acabar.

Não pára, é interrompido a toda a hora, e recai sempre sobre a mesma pessoa.

  • Extrai com proveniência.

    Cada valor diz de onde veio.

  • Não adivinha.

    O que não se lê fica por preencher, com o motivo.

  • Nada sai sozinho.

    Toda a saída espera por uma aprovação.

  • Tudo fica registado.

    Cada decisão ligada ao documento que a originou.

01 · o trabalho que ninguém contabiliza

Os documentos não chegam num sítio. Chegam ao email, ao longo do mês, de clientes diferentes e em formatos diferentes.

Nada disto é contabilidade. É o trabalho de chegar até ela, e ocupa o tempo de quem sabe fazer a outra parte.

caixa de entrada do gabinete o mês inteiro, sem ordem
  • Rui Belmarco18:41 talao do gasoleo1 anexo
  • (sem remetente identificado)17:58 Re: (sem assunto)3 anexos
  • Moldes Belmar16:12 documentos de maio1 anexo
  • Contabilidade · arquivo15:40 fatura em falta, terceiro pedidosem anexo

e mais catorze por ler

a mesma fatura em falta escrever a pedir voltar a escrever terceira vez, em cima do prazo

02 · o que o agente faz

Prepara o trabalho até ao ponto da decisão, e para aí.

Quatro passos, na ordem em que acontecem.

o que o agente faz, e onde para
  1. 01 · identifica

    Identifica

    De que cliente e de que tipo de documento se trata.

  2. 02 · extrai

    Extrai

    Os campos que aparecem escritos, com a origem de cada um.

  3. 03 · falta

    Percebe o que falta

    E escreve o motivo, em vez de deixar vazio.

  4. 04 · prepara

    Prepara o pedido

    Com destinatário, assunto e o texto exacto.

  5. o trabalho para aqui

    Nada a atravessa sem um clique de uma pessoa.

  6. 05 · enviar

    Enviar

    Do outro lado do portão.

  7. 06 · tratado

    Dar por tratado

    Do outro lado do portão.

de um lado

quatro passos que o agente faz sozinho

o portão

um clique de uma pessoa, e é o único passo obrigatório

do outro

o que nunca acontece sem ele, em 20 dos 25 casos do corpus

03 · prova

Veja o ecrã de aprovações com um email do corpus.

Um talão fotografado que chega ilegível. Decide primeiro o que faria, e só depois vê o que ficou à espera de aprovação.

dados fictícios do corpus de testes

normapt · aprovações 13 documentos no corpus
  • Talão de gasóleosinalizado · 7 de 7 campos por confirmar
  • Fatura do fornecedor, envio assim que chegarà espera · sem anexo, promessa por cumprir
  • Fatura do fornecedor inglêsà espera · moeda estrangeira, sem NIF português
  • Nota de crédito NC 2026/61à espera · mexe em contas já fechadas

Talão de gasóleo

IMG_20260610_183422.jpg

campovalormotivo
Emitente__________ilegível no anexo
Contribuinte___ ___ ___ilegível no anexo
Número__________ilegível no anexo
Data__/__/____ilegível no anexo
Total?4,90parcialmente visível, não extraído
Moeda___ilegível no anexo
IVA___ilegível no anexo

Aprovar e enviar Ajustar nada sai sem este clique

Os quatro casos vêm do corpus de testes, e os estados são os dois que existem hoje: sinalizado e à espera de decisão. Não há nenhum aprovado nem nenhum ajustado porque nunca ninguém aprovou nada neste sistema.

  • corpus de avaliação

    25

    casos

  • documentos

    13

    o último é o talão de gasóleo desta página

  • injecção

    6

    tentativas de enganar o agente por texto escondido, e o agente não deve obedecer a nenhuma

  • controlo

    6

    casos limpos de controlo, onde nenhuma sinalização é a resposta certa

Fonte: o corpus de avaliação da normapt, 25 casos. O resultado caso a caso não está publicado aqui.

04 · controlo

O que exige aprovação, e o que pode fazer a qualquer momento.

É sempre claro quando é IA

Tudo o que um agente prepara está identificado como preparado por IA, para que aprove com essa informação à frente.

Pausar, exportar e remover

São direitos previstos no RGPD, e o produto está desenhado para os respeitar por defeito, sem ter de os pedir.

Registo do que foi decidido

Cada registo guarda a impressão digital do documento que entrou, e é isso que prova que ele não mudou desde então.

05 · falar connosco

Se chegou aqui por um email nosso, responda a esse email.

É a via mais simples: a conversa fica onde começou e sabemos de onde veio. Se chegou por outra via, escreva para contacto@normapt.pt.

sem formulário, e é de propósito

uma carteira inteira

Documentos de dezenas de clientes, na mesma caixa de entrada.

O cliente de um documento lê-se do documento, e não de quem carregou em enviar. Não é detalhe: no corpus de testes, em 10 dos 25 casos quem enviou o email não é o cliente a que o documento pertence.

atribuição por cliente 10 de 25
  1. 01 · entra

    Tudo pelo mesmo sítio

    Documentos de origens diferentes, na mesma caixa de entrada.

  2. 02 · lê-se

    O cliente sai do documento

    E não de quem o enviou. A origem de cada valor fica registada.

  3. 03 · atribui

    18 dos 25 casos

    Vão para o cliente que o documento nomeia, contra a carteira do gabinete.

  4. 04 · fora

    7 ficam sem cliente

    Fora do âmbito da carteira. O campo fica nulo, e não se adivinha.

origem

do documento, e não de quem envia

na dúvida

o cliente fica nulo, e não se adivinha

imposto por

lista fechada da carteira do gabinete

Um documento que não seja de nenhum cliente da carteira fica de lado, e não gera pedido nenhum.

  • o cliente sai do documento

    Não de quem enviou

    Quando quem envia é o fornecedor, é o documento que diz de quem é o caso.

  • a origem fica escrita

    Do anexo, do corpo, ou de uma citação

    Dá para ver, caso a caso, com que base é que aquele documento foi atribuído àquele cliente.

  • na dúvida, fica nulo

    Sem base escrita, não se atribui

    Um documento sem cliente identificado espera por uma pessoa, em vez de ser encostado ao cliente mais provável.

O limite, dito por nós. Isto é atribuição: cada caso fica ligado a um cliente, com a base à vista. Não é separação técnica: não há hoje base de dados nem isolamento por gabinete montados. O que está desenhado é a regra de atribuição.

quando corre mal

E se o agente se enganar?

A pergunta certa não é se se engana, é o que está montado para o apanhar. São quatro coisas, e nenhuma delas é confiar nele.

o que está montado para o apanhar 25 casos
  1. 01 · caso

    Um documento chega

    Com o que quer que traga escrito.

  2. 02 · âncora

    Está no documento?

    Um valor sem base no texto fica nulo, e não vira palpite.

  3. 03 · confiança

    Abaixo de 0,60?

    8 campos do corpus estão abaixo do limiar, e obrigam a aprovação.

  4. 04 · sinalização

    O que é estranho

    Fica marcado com o motivo escrito, e não desaparece.

  5. 05 · pessoa

    Decide

    Nenhum dos filtros decide sozinho.

o que verifica

se o valor tem âncora no documento, e de onde veio

o limiar

abaixo de 0,60 o caso exige aprovação, e 8 campos do corpus estão abaixo dele

quem decide

uma pessoa, sempre. Nenhum dos quatro filtros decide sozinho

  • âncora no documento

    Um valor sem base no texto fica nulo

    Não vira palpite. É a diferença entre um campo por preencher e um número errado que ninguém questiona.

  • grau de confiança

    Abaixo de 0,60 o caso passa a exigir aprovação

    O valor mantém-se, mas marcado como de baixa confiança.

  • sinalizações

    Cada coisa estranha ganha a sua etiqueta

    Duplicado possível, período encerrado, anexo protegido, documento em falta.

  • aprovação

    Nada sai sem o clique de uma pessoa

    É a rede por baixo das outras três: se as três falharem, ainda há alguém a ler antes de sair.

Quem apanha, e o que fica. Quem apanha é quem aprova. Do que fica, o registo guarda o momento, o motivo por que o caso esperava, as sinalizações, e a impressão digital do documento que entrou. É essa que prova que o documento não mudou desde então.

perguntas

Seis perguntas de gabinete.

O agente lança alguma coisa na contabilidade?

Não. Ele prepara e para. Não há integração de lançamento, e o que ele produz é texto e campos extraídos, à espera de decisão.

Quem fala com o meu cliente?

O gabinete. O pedido fica escrito, com destinatário e assunto, e só sai quando alguém do gabinete aprova. O agente não tem forma de enviar sozinho.

E uma nota de crédito que retifica uma fatura já lançada?

Fica registada a ligação entre as duas, e o caso espera por aprovação humana por decisão registada. O agente não decide o que fazer com a retificação.

E se o mesmo documento chegar duas vezes?

Mesmo emitente, número e valor de um já recebido fazem o caso ser sinalizado como possível duplicado.

E documentos de um período que já fechou?

São sinalizados e sobem para decisão, porque o agente não sabe se o período está encerrado e não é ele que o decide.

Posso ver porque é que um caso está à espera?

Sim. Cada caso guarda o motivo de aprovação escrito, e é diferente de caso para caso. Não é uma etiqueta genérica, é a frase que explica aquele caso.

como funciona num gabinete

Uma carteira de clientes, uma fila só.

  1. Entram por emailOs documentos de todos os clientes chegam ao mesmo sítio.
  2. Separados por clienteCada caso fica ligado ao cliente de onde veio, com a origem à vista.
  3. Aprova quem trabalha a carteiraA decisão é de uma pessoa do gabinete, caso a caso.
  4. Registado por clienteCada aprovação fica ligada ao documento que a originou.